quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Crônica do amor

O amor é como o vento, não podemos vê-lo mas podemos sentí-lo.
E o amor é uma dessas coisas que você acredita, ou não!

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.

Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.

Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então?

Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.

Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?

Não pergunte pra mim você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.

É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.
Não funciona assim.

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso.
Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Dia internacional da não-violência

Você já começou a comemorar? Ainda está em tempo.
Tudo vai mudar hoje. As cidades vão ficar menos violentas, não acontecerão assaltos hoje( a essa hora ontem já teriam ocorridos inúmeros), nem o tráfico de drogas vai se movimentar.
As delegacias não registrarão nenhuma ocorrência, eu poderei sair na rua falando no celular e contando dinheiro, pegarei meu ônibus e irei tranquila pra faculdade com a convicção de que retornarei ao meu lar(que ontem era bem perigoso), ligarei a TV e nada de ruim vai passar, os noticiários só nos dirão coisas boas e sensíveis aos nossos ouvidos e olhos.
Pena que é só hoje.
Porque ontem eu estava sendo vítima indireta do nosso dia-dia violento, sentada em um ônibus lendo meu livrinho me deparo com uma movimentação em plena Av. Domingos Ferreira em Boa Viagem.
Quando dei por mim estavam todos jogados(inclusive eu) no chão do ônibus nos protegendo de futuras balas que poderiam ser disparadas por três astutos assaltantes, que resolveram brincar de polícia e ladrão. Só que sem o detetive e médico.
Depois da brincadeira pararam em uma esquina e contaram o dinheiro recolhido como se nada tivesse acontecido.

Que bom que só foi ontem, e que triste que isso irá acontecer amanhã.
Mas tudo bem hoje é dia de comemoração, de fazermos protestos e movimentações em prol da paz.
Paz? Nossa faz tempo que não sei o que é, hoje em dia não posso nem contar com a paz de espírito porque até isso me assombra.
Faremos caminhadas e exigiremos dos nossos papais governantes mais ação.
Besteira!


Era tudo que a gente queria.
Enquanto isso comemorem mais uma data criada para sei lá o quê!
Na verdade a de hoje eu sei, exatamente hoje é aniversário de Mahatma Gandhi.
Mas desde que ele morreu com suas convicções de não-violência e não-agressão muita coisa mudou.
Respeito e admiro todos seus ideais, mas não podemos viver nos ideais com a vida que a gente leva.
Me perdoem mas não é criando um dia assim que veremos nosso meio mais digno e menos incerto.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais...
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar...
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora?
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber?
Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

"Isso"




Que inusitado, descobri hoje que dia 22 de setembro é o dia da traição.
Aí eu paro e penso: mas quem definiu isso? quais os motivos desse dia ser comemorado?
Porque não vejo argumentos para a comemoração.
Segundo o dicionário trair é: ação ou efeito de trair, intriga, deslealdade, aleivosia, perfídia, cilada, infidelidade.
Até onde constam os meus princípios, isso não é coisa boa.
Traição machuca, dói, faz a gente se sentir pequena. Não precisa ser só entre namorados, traião de amigo é doloroso também; e como dói.
Já fui traída por amiga, e ela tratou a situação na mais perfeita e suja simplicidade.
Porque quando você acha a resposta pra isso, você simplesmente não tem.
É duro lidar com isso, e trato como "isso" porque não sei o que é.
Sentimento: impossível.
Fragilidade: hipócrita demais.
Defeito: desculpa para maquiar personalidade imunda.
Porque quando você é traído você se culpa, e se deixa rebaixar.
Há quem viva dessa forma e ache isso tão natural, o mundo nos ensina dessa forma.
Você traí, dói na hora o peso da consciência mas depois passou.
Como tudo que vem vai embora.
Traição machuca o coração e fere a alma, faz você desacreditar em tudo que você custou a criar na sua vida, em tudo que você um dia acreditou e depois vê cair do abismo suas certezas.
E desacreditar não é muito bom, passamos a criar barreiras, muralhas como os troianos fizeram para não serem invadidos pelos gregos, após uma traição.
Viver sem acreditar em nada é vazio, é triste e escuro.
E aí você se recupera, ou não.
Porque a recuperação é talvez a mais dolorosa, você procura respostas mas não acha, a inquietação toma conta e o desejo de esquecer fica longe.
Fica longe, indo cada vez mais distante e levando com ele sua vontade de crê em algo.
"Isso" é sujo, mas ainda sim tem gente que "comemora".
Se alguém souber a razão desta data, me informem porque até agora tá difícil de entender.










segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Layout: agora é definitivo!

Me perdoem tantas tentativas de configurações, mas desta vez a abelhinha fica!
Já fazia um bom tempo que eu andava por aí procurando uma foto que representasse bem o título do meu blog, até que encontrei esta foto que na minha opinião caí direitinho No meu mundo.

Espero que gostem!!!

terça-feira, 9 de setembro de 2008

O caminho


Eles nem sabiam, nem sondavam, só disfarçavam
Talvez soubessem, talvez sondassem mas preferiam não acreditar
E entre tantas outras conversas e intimidades o passatempo preferido era andar na rua chutando coração de nêgo
Não eram namorados, mas andavam de mãos dadas ou abraçados
Achavam que era apenas uma forte amizade, mais cumplicidade do que paixão propriamente dita
E todo final do dia voltando da escola eles caminhavam até a casa dela conversando sobre a vida, e chutando a fruta
Como se fosse um time de futebol a "bola" era lançada de um para o outro, até errar pra começar tudo de novo; a graça era essa
E entre chutes e papos percberam que existiam muitas coisas em comum
Como o próprio amor pelo futebol
O caminho que eles percorriam era curto, mas proveitoso
Do mesmo jeito que o momento que eles estavam passando
No meio desse caminho o amor surgiu de uma forma premeditada pelos dois
Quando perceberam já não tinha mais o que fazer a não ser viver esse sentimento
O caminho era o mesmo só que agora era acompanhado dos beijos e declarações
Só que a escola acabou, suas vidas mudaram
Aquele caminho não era mais a rota deles todos os dias
Sentiram falta mas não podiam mudar o passado, presente e futuro
Depois de alguns anos em uma noite refrescante pelo mesmo caminho de anos passados, ele chutou
Ela riu e retribuiu, e foi assim até uma parte do caminho
As lembranças voltaram e a saudade também
Saudade da época que não se tinha tanta responsabilidade e viviam mais juntos, curtindo esses pequenos momentos
Mas também veio a certeza que mesmo depois de quatro anos passados, aquele caminho estava sendo percorrido pelos dois do mesmo jeito que antigamente...
apaixonados!

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Todas as notas são pra você

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Neste mundo de tantos anos, entre tantos outros
Que sorte a nossa hein?
Entre tantas paixões
Esse encontro, nós dois
Esse amor!